| Isto É COMPORTAMENTO |
28/11/2002 |
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Moda |
Dupla face
Estilista carioca cria roupas que
viram outras peças |
Marcos Pernambuco
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CHARMOSA Diana mostra
o chapéu
que vira bolsa quando o sol se vai.
R$ 39 é o preço do acessório |
Neta e filha de costureiras, Diana Estevez, 21
anos, cresceu cercada por retalhos, tesouras e
linhas. Vaidosa desde pequena, ela sempre gostou de
se vestir bem. E foi exatamente na caixa de costura
que encontrou sua profissão. Depois de tentar três
faculdades, sem concluir nenhuma, criou a grife
Vice Versa. Sempre de cores vibrantes, os modelos
de sua coleção se transformam em várias peças. São
mochilas que viram casacos, bolsas que também são
chapéus, cangas, vestidos ou saias e até uma blusa
que se revela saia ou vestido chique. O segredo
está nas costuras invisíveis e nos detalhes
exclusivos. A jovem estilista evita repetir os
modelos. “Deixo o cliente livre para criar seu
estilo e sentir o prazer de ter uma roupa única. As
mudanças súbitas de temperatura e os imprevistos da
vida moderna são outras garantias de sucesso”,
conta.
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IDEAL Para as
crianças
que não gostam de carregar
agasalho, a mochila que vira
casaco custa R$
129 |
A idéia de criar roupas mutantes nasceu depois
de uma balada. “Eu saía para dançar forró e me
irritava com a bolsa caindo do ombro. Um dia,
resolvi amarrá-la na cintura como uma pochete”,
lembra Diana. As amigas aderiram à idéia. Meses
depois, ela lançava a primeira bolsa adaptável. Sua
mãe e sócia, Denise Vargas, 42 anos, é fã
incondicional de suas criações. As duas trabalham
horas a fio no bucólico ateliê, em Laranjeiras,
zona sul do Rio de Janeiro. “Ela inventa planos
mirabolantes, difíceis de realizar. Eu entro com a
técnica, tornando possíveis suas idéias”, explica
Denise.
As roupas versáteis são uma mão na
roda em
viagens. Também são ideais
para as crianças,
que relutam em se agasalhar no inverno. “As
mochilas que viram casacos já foram
apelidadas
pela garotada de mochila mágica”, conta Diana. O
ecletismo das roupas de Diana não agradam apenas
aos jovens. “Tenho uma cliente, Maria, 82 anos,
que adora as peças. Só que
ela acaba dividindo
suas compras com as netas.”
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VERSÁTIL Quatro em
um,
a bolsa vira canga, vestido
ou saia.
À venda por R$ 49 |
Para ensinar o cliente a transformar
as
roupas, a estilista encena, na loja, situações do
cotidiano de um modo
teatral e irreverente. Até
ela, às vezes,
se confunde com a própria
criação. “Uma vez reclamei do sumiço de um casaco.
Depois vi que ele estava sobre a cama,
em forma
de mochila”, diverte-se. Seu
plano agora é adaptar as roupas para o teatro.
“Facilitaria a troca de roupa frenética dos atores
e daria versatilidade
ao figurino. Seriam duas
alternativas de
cor e vários modelos em um”,
aponta ela.
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